Se todos
soubessem noções básicas de primeiros
socorros muitas vidas poderiam ser salvas. Iremos apresentar
alguns procedimentos que poderão auxiliá-lo
em caso de emergência. É importante mencionar
que a prestação de primeiros socorros não
exclui a importância de um médico.
PRIMEIROS
SOCORROS - São os cuidados imediatos prestados
a uma pessoa cujo estado físico coloca em perigo a
sua vida ou a sua saúde, com o fim de manter as suas
funções vitais e evitar o agravamento de suas
condições, até que receba assistência
médica especializada.
CONSENTIMENTO
EXPRESSO - O consentimento pode ser obtido por gestos
ou por palavras de uma vítima que esteja consciente
e apta a assumir responsabilidade por seus atos, por exemplo,
menores de idade e pessoas com problemas de desenvolvimento
mental não podem responder juridicamente por seus atos.
CONSENTIMENTO
IMPLÍCITO - O consentimento estará
implícito nos casos onde a vítima esteja inconsciente
e sua vida esteja correndo riscos. Da mesma forma, se a vida
de uma criança ou de uma pessoa com problema de desenvolvimento
mental estiver correndo risco, o consentimento deverá
ser assumido como implícito e o socorro poderá
ser prestado se no local não estiver presente um responsável
pela vítima que possa expressar o consentimento. Nunca
deixe de prestar socorro a uma criança por não
ter como obter consentimento de pais ou responsável.
ABANDONO
- Abandono significa interromper o atendimento, antes que
alguém com nível igual ou superior de conhecimento
ao seu assuma a responsabilidade. Portanto, uma vez que você
inicie o socorro deverá ficar ao lado da vítima
até ser substituído por alguém que possua
condições para o socorro.
NEGLIGÊNCIA
- Negligência significa atender uma vítima sem
observar as técnicas adequadas e os protocolos estabelecidos,
provocando com isso agravamento ou lesões adicionais.
URGÊNCIA
- É a situação em que a vítima
necessita de uma assistência imediata. Ex: uma pessoa
com um pé quebrado (fratura fechada) e consciente.
EMERGÊNCIA
- Nas situações de urgência existem aquelas
que se destacam pela sua gravidade e merecem prioridade de
atendimento. Ex: parada cardiorrespiratória ou hemorragia
intensa.
ORIENTAÇÕES
GERAIS EM CASO DE ACIDENTES:
Mantenha
a calma;
Afaste
os curiosos;
Quando
se aproximar, tenha certeza de que está protegido;
Sinalização
do local para evitar a ocorrência de novos acidentes.
Pode ser feito de qualquer objeto que chame a atenção
de outras pessoas para o cuidado com o local, ou uma pessoa
fique sinalizando a certa distância. Se for numa via
pública deve corresponder a velocidade máxima
permitida para a via. Ex. acidente numa avenida onde a velocidade
máxima é de 90 km/h, deve-se sinalizar a 90
metros de distância;
Faça
uma barreira com seu carro, protegendo você e a vítima
de um novo trauma;
Chame
uma ambulância pelos telefones de emergência 193
(Bombeiros) ou 192 (SAMU);
Evite
movimentos desnecessários da vítima, para não
causar maiores ou novas lesões, ex. lesões na
coluna cervical, hemorragias, etc;
Utilize
luvas, para evitar contato direto com sangue ou outras secreções.(luvas
descartáveis).
AVALIAÇÃO
PRIMÁRIA - Consiste na verificação:
Se a
vítima está consciente, respirando, vias aéreas
estão desobstruídas e se a vítima apresenta
pulso;
Este
exame deve ser feito em até 30 segundos. Se a vítima
não estiver respirando, mas apresentar batimentos cardíacos
(pulso), iniciar a respiração artificial conforme
o procedimento. Caso não haja sinal de pulso, iniciar
a RCP segundo o procedimento.
AVALIAÇÃO
SECUNDÁRIA - Consiste na verificação
do nível de consciência e escala de Coma de Glasgow.
Avaliar
os 4 sinais vitais: pulso, respiração, pressão
arterial (PA), e quando possível à temperatura;
Avaliar
os 3 Sinais diagnósticos: Tamanho das pupilas, enchimento
capilar (perfusão sangüínea das extremidades)
e cor da pele;
Realizar
o exame físico na vítima: pescoço, cabeça,
tórax, abdômen, pelve, membros inferiores, membros
superiores e dorso.
RESSUSCITAÇÃO
CÁRDIO PULMONAR (RCP) - Conjunto de medidas
emergenciais que permitem salvar uma vida pela falência
ou insuficiência do sistema respiratório ou cardiovascular.
Sem oxigênio as células do cérebro morrem
em 10 minutos. As lesões começam após
04 minutos a partir da parada respiratória.
CAUSAS
DA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA - Asfixia (obstrução
das vias aéreas); intoxicações; traumatismos;
afogamento; eletrocussão (choque elétrico);
estado de choque e doenças.
COMO
SE MANIFESTA - Perda de consciência; ausência
de movimentos respiratórios; ausência de pulso;
cianose (pele, língua, lóbulo da orelha e bases
da unhas arroxeadas) e midríase (pupilas dilatadas)
e arreativas (sem reação á luz).
COMO
PROCEDER:
Verifique
o estado de consciência da vítima, perguntando-lhe
em voz alta:"Posso lhe Ajudar";
Trate
as hemorragias externas abundantes;
Coloque
a vítima em decúbito dorsal sobre uma superfície
dura;
Verifique
se a vítima está respirando;
Nunca
realize a hiperextensão do pescoço de uma vítima
de trauma, apenas tracione o queixo para cima mantendo a cabeça
e pescoço imobilizados. Nos casos em que não
houver suspeita de trauma, incline a cabeça da vítima
para trás e em seguida eleve seu queixo;
Verifique
se as vias aéreas da vítima estão desobstruídas
aplicando-lhe duas insulflações pelo método
boca-a-boca;
Verifique
se a vítima apresenta os sinais de circulação
(respiração, tosse ou movimentos), se tiver
habilidade cheque o pulso carotídeo no pescoço
da vítima, caso negativo inicie as compressões
torácicas (massagem cardíaca externa);
Posicione
as mãos sobre o externo, no centro do peito entre os
mamilos da vítima;
Mantenha
os dedos das mãos entrelaçados e afastados do
corpo da vítima;
Mantenha
os braços retos e perpendiculares ao corpo da vítima;
Inicie
a massagem cardíaca comprimindo o peito da vítima
acima de 8 anos de idade em tor no de 03 a 05 cm;
Realize
as compressões no ritmo de 100 compressões por
minuto;
Independente
de estar sozinho ou acompanhado execute 15 compressões
torácicas por 2 ventilações artificiais
durante o período de 1 minuto que corresponde a 4 seqüências
(ciclos). Após 4 ciclos de 15 x 2 verifique o retorno
dos sinais de circulação. Se ausentes reinicie
a RCP com as compressões torácicas.
Ao socorrer
vítimas com idade inferior a 8 anos execute 5 compressões
torácicas por 1 ventilação artificial
por 20 ciclos, no tempo de 1 minuto. Comprima o tórax
apenas com uma das mãos apoiadas sobre o tórax
e deprima o esterno entre 2,5 a 3,5 cm, num ritmo de pelo
menos 100 vezes por minuto.
| RCP |
COMPRESSÕES |
VENTILAÇÕES |
CICLOS |
Vítimas
acima de oito anos
|
15 |
02 |
04 |
Vítimas
Abaixo de oito anos
|
05 |
01 |
20 |
Após os ciclos de reanimações,
monitorar novamente os sinais vitais.
FRATURAS
- É a ruptura do osso. O Primeiro Socorro consiste
em impedir o deslocamento das partes quebradas, evitando assim
o agravamento da lesão. Dor e edema (inchaço)
local, dificuldade ou incapacidade de movimentação.
Posição anormal da região atingida. Há
uma sensação de atrito das partes ósseas
no local da fratura, em fratura expostas há a rotura
da pele com exposição do osso fraturado.
Fratura
Fechada - Mantenha a vítima em repouso, evite
movimentar a região atingida e o estado de choque.
Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal
ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de pano.
Proteja a região lesada usando algodão ou pano,
a fim de evitar danos à pele, faça a imobilização
de modo que o aparelho atinja as duas articulações
próximas à fratura.
Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com
firmeza, sem apertar, em 4 pontos:
· Acima e abaixo do local da lesão;
· Acima e abaixo das articulações próximas
à região lesão.
IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura
colocando o osso quebrado no lugar.
Fratura
Exposta - Mantenha a vítima em repouso, evite
movimentar a região atingida. Estanque a hemorragia
e faça um curativo protetor sobre o ferimento, usando
compressas, lenço ou pano limpo.
Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal
ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de pano.
Remova a vítima para o hospital mais próximo,
após a imobilização.
IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura
colocando o osso quebrado no lugar.
HEMORRAGIAS
- É a perda de sangue devido o rompimento de um ou
mais vasos sangüíneos. A perda excessiva e não
controlada de sangue, pode levar uma vítima à
morte, principalmente se a hemorragia for arterial.
Artéria
- São os vasos responsáveis pelo transporte
do sangue do coração para o restante do corpo.
Esse sangue é rico em O2 e pobre em CO2, tem coloração
vermelho claro. Quando a artéria se rompe, o sangue
sai em forma de esguicho.
Veia
- É responsável pelo retorno do sangue
que vem do corpo para o coração. Esse sangue
é pobre em oxigênio e rico em CO2 e pobre em
O2 e tem cor vermelha escura. Quando rompidos, o sangue sai
escorrendo pelo corpo em grandes ou pequenas quantidades.
HEMORRAGIA
EXTERNA:
Antes
de tocar na vítima, proteja-se com luvas;
Cubra
o local com um pano limpo, gases estéreis, bandagem
triangular;
Aplique
uma pressão sobre local;
Se for
nos membros (braços e pernas) eleve-os SOMENTE EM CASOS
EM QUE NÃO HOUVER FRATURA LOCAL OU INDÍCIOS
DE FRATURA DE COLUNA, para diminuir o fluxo sangüíneo
no local do ferimento. Ex. CORTE POR FACA NA MÃO, CORTE
POR VIDRO NO PÉ;
Não
faça pressão em ferimentos nos olhos, objetos
empalados (encravados), em fratura de crânio;
f ixe o curativo com esparadrapo ou similar, faixa crepe,
pedaço de tecido, bandagem triangular;
Se o
ferimento for profundo independente do tamanho, leve a vítima
ao hospital, provavelmente necessitará de sutura (pontos);
Jamais
coloque sobre o ferimento produtos caseiros: pó de
café, manteiga, maizena, fumo, etc.
Se a
compressa que foi colocada sobre o ferimento ficar encharcada
não retirar, apenas colocar outra por cima.
Sua retirada
vai expor novamente o ferimento e destruir os coágulos
que já se formaram.
HEMORRAGIA
INTERNA:
Suspeita de hemorragia interna:
Observar
saída de sangue por orifícios (nariz, boca,
ânus, canal vaginal, canal do pênis);
Verificar
a queixa principal da vítima;
Relacionar
a queixa com a natureza da ocorrência;
Observar
presença de grandes hematomas.
Observar sinais e sintomas do choque hipovolêmico:
Pulsorese intensa, mucosas descoradas, palidez intensa, sede
e tontura.
CONDUTA:
Mantenha
as vias aéreas abertas;
Mantenha
a vítima em repouso;
Não
ofereça líquido ou alimento;
Mantenha
a vítima aquecida;
Afrouxe
as roupas;
Monitore
os sinais vitais constantemente;
Cubra
a vítima com cobertor, papel alumínio, para
evitar perda de temperatura;
Transporte
para o hospital mais próximo.
QUEIMADURA
- É a destruição total ou parcial dos
tecidos, às vezes estendendo-se aos músculos,
tecidos gordurosos, tendões, nervos, vasos sangüíneos
e ossos.
· 1º GRAU: Atinge a camada superficial
da pele (epiderme). Apresenta eritema (vermelhidão),
dor e inchaço.
· 2º GRAU: Compromete, além
da epiderme, a derme (abaixo da epiderme) e a principal característica
é a presença de bolhas e dor intensa.
· 3º GRAU: Pode afetar todas
as camadas do corpo chegando às vezes até os
ossos. A vítima geralmente sente pouca ou nenhuma dor
nas áreas afetadas, pois as raízes nervosas
são atingidas eliminando assim a transmissão
de sinais da sensibilidade.
Regras
para abordagem de vítimas queimadas:
Interromper
o contato da vítima com o agente agressivo (térmico,
químico ou elétrico);
Assegurar
a vítima à manutenção básica
da vida;
Proteger
a vítima e suas lesões de outros agravos durante
o transporte;
Proceder
à avaliação primária da vítima
assegurando vias aéreas pérvias, respiração
e circulação;
Qualquer
vítima com lesões por queimaduras podem também
ter sido vítima de trauma, portanto, especial atenção
deve ser dada à proteção da coluna vertebral.
QUEIMADURA
QUÍMICA:
Antes
de manipular qualquer vítima que ainda esteja em contato
com o agente agressor (no ambiente, nas vestes ou na pele),
proteger-se de sua exposição e usar luvas, óculos
e vestimentas de proteção. Se possível,
identificar o agente agressor;
Retire
as vestes da vítima que estiverem impregnadas pelo
produto e lavar a pele com água corrente ou soro fisiológico
abundantemente por um tempo mínimo de 20 minutos;
Se o
produto for seco (na forma granulada ou pó), retirá-lo
manualmente (com pano seco ou escova de cerdas suaves) sem
friccionar. Em seguida lavar o local com água corrente.
QUEIMADURA
TÉRMICA:
Se tiver
fogo nas roupas, role-a no chão se possível
ou envolva em um cobertor ou similar para apagar as chamas;
Irrigue
imediatamente o local afetado por alguns minutos com água
corrente e na temperatura ambiente o utilize soro fisiológico.
Retire
só as partes que não estão grudadas;
Retire
das extremidades anéis, pulseiras, relógios
antes que o membro fique muito inchado impossibilitando a
retirada dos mesmos;
Queimaduras
na face dar especial atenção às vias
aéreas e respiração;
Se atingir
os olhos, cobri-los com gaze umedecida em água ou soro
fisiológico;
Se for
nas mãos ou pés, colocar gaze entre os dedos
umedecida em água ou soro fisiológico.
QUEIMADURA
QUÍMICA NOS OLHOS:
No caso
de queimadura química, seja por substância álcali
ou ácida, irrigar com soro fisiológico ou água
corrente por 20 minutos. Fazer a irrigação do
centro para o canto externo do olho;
Cobrir
o(s) olho(s) com gases umedecida em soro fisiológico
ou água limpa e trocá-las constantemente;
Se possível
retirar lentes de contato;
No caso
de queimaduras químicas tentar obter o nome do produto
e se possível levar a embalagem para o hospital.
ASFIXIA
- Dificuldade ou parada respiratória, podendo ser provocada
por: choque elétrico, afogamento, deficiência
de oxigênio atmosférico, obstrução
das vias aéreas (boca, nariz e garganta), por corpo
estranho, envenenamento, etc. A falta de oxigênio pode
provocar seqüelas após 4 minutos, caso não
seja atendido convenientemente.
COMO
SE MANIFESTA - Atitudes que caracterizem dificuldade
na respiração, ausência de movimentos
respiratórios, inconsciência, cianose (lábios,
língua e unhas arroxeadas) e midríase (pupilas
dilatadas).
CONDUTA
- Encorajar a vítima a tossir e se a obstrução
for total (não tosse ou não consegue falar)
realizar sucessivas compressões abdominais se posicionando
por trás da vítima e colocando as mãos
sobre o abdome entre o umbigo e o apêndice xifóide,
empurrando o abdômen para dentro e para cima com golpes
rápidos (manobra de Heimlich).
Em vítimas obesas e gestantes no último trimestre
as compressões devem ser realizadas no centro do tórax.
Em caso de a vítima ficar inconsciente executar a reanimação
cardiopulmonar (RCP).
AFOGAMENTO
- A maioria das pessoas, quando pensam em acidentes relacionados
à água, lembram somente do afogamento. Não
há dúvidas de que o afogamento é considerado
o problema principal, até mesmo quando o motivo que
causou o afogamento foi um trauma ou uma emergência
clínica.
A melhor
forma de prevenir o afogamento é sendo bastante cauteloso
ao entrar em rios, piscinas e no mar. Para quem não
sabe nadar, é recomendável procurar aprender
já que situações em que seja necessário
nadar podem ocorrer. Um exemplo é no caso de um veículo
que cai dentro de um rio, ao sair do veículo se a pessoa
não souber nadar, é quase certo que vá
se afogar.
SEQUÊNCIA
DE EVENTOS:
Período
de pânico;
Tentativa
para manter-se em apnéia (sem respirar), enquanto luta
para emergir;
Começa
a engolir água por mecanismo reflexo;
Líquido
posteriormente pode ser aspirado;
Devido
hipóxia e hipercapnia ocorrem respirações
involuntárias e conseqüentes aspiração
de líquido;
Passagem
de líquido pela laringe na fase inicial, causa intenso
laringoespasmo que previne grandes quantidades de água
(85% a 90%);
Mecanismo
cede com a perda da consciência (entra água -
afogamento úmido / não entra água - afogamento
seco).
CONDUTA:
A retirada
da vítima inconsciente do local em que ela está
submersa, deve ser cuidadosa, principalmente se durante o
acidente, ela teve algum trauma;
Jamais
faça contato direto com alguém que está
se afogando, se você não tem treinamento para
tal conduta;
Só
se aproxime da vítima, se ela for uma criança
que você possa dominá-la ou se a vítima
estiver inconsciente.
FORMAS
SEGURAS DE RETIRADA DA VÍTIMA CONSCIENTE DA ÁGUA:
Após
retirá-la da água, inicie avaliação
primária e se for necessário e realize imediatamente
as manobras de reanimação respiratória
ou cardiorrespiratória;
Durante
o procedimento de reanimação cardiopulmonar
e principalmente durante as compressões torácicas,
caso a cavidade oral (boca) fique cheio de água ou
resíduo alimentar, interrompa os procedimentos, limpe
a boca e retome as manobras;
Caso
consiga reanimar a vítima, mantenha em posição
de recuperação, agasalhe-a para evitar a progressão
da hipotermia (diminuição da temperatura do
corpo), monitore sinais vitais e aguarde o socorro especializado;
Sabe-se
hoje que ao iniciar as manobras tradicionais de reanimação
(RCP) durante as compressões torácicas simultaneamente
é realizado o batimento cardíaco de forma artificial
e por está com as mãos sobre a região
dos pulmões, realiza-se a drenagem da água.
OS
ACIDENTES MAIS COMUNS:
Cortes
e arranhões - Ferimentos pequenos devem ser
cuidadosamente lavados com água corrente e sabão
até ficarem totalmente limpos. Depois, proteja o ferimento
utilizando atadura ou gaze. Procure um hospital e lá
verifique se haverá necessidade de aplicar a vacina
e/ou soro antitetânico. Para extrair espinhos ou lascas,
use uma agulha ou pinça desinfete no fogo e depois
aplique solução de iodo (por exemplo, povidine)
no lugar ferido. Não use iodo puro.
Torceduras
- Mantenha a parte afetada erguida e aplique bolsa de gelo
ou água fria.
Trauma
dentário - Dente permanente ou de leite que
entrou mais na gengiva ou ficou mais para fora da gengiva
após um trauma: deve-se procurar o hospital mais próximo.
Corpo
estranho no nariz - Caso a pessoa esteja com dificuldade
de respirar, oriente-a para que se mantenha calma e respire
pela boca.
Evite retirar o corpo estranho com um objeto, pois pode prejudicar,
ainda mais, o paciente.
Corpo
estranho nos ouvidos - Não use nenhum objeto
para retirar o corpo estranho, pois pode prejudicar, ainda
mais, o paciente.
Corpo
estranho nos olhos - Lave bem os olhos do paciente
com água limpa ou soro fisiológico. Não
deixe que o paciente esfregue os olhos ou coloque colírios
anestésicos. Tome cuidado ao tentar remover o corpo
estranho. Caso não consiga, proteja os olhos da vítima
e leve-a ao hospital mais próximo.
Desmaio
- Afrouxe as roupas da pessoa, soltando tudo o que possa prender
sua circulação e respiração. Deite
a pessoa de costas, abra as janelas e mantenha o local bem
arejado.
Caso a pessoa se mantenha desacordada, agasalhe-a e leve-a
ao médico.
Convulsão
- Deite o paciente de costas e afaste os objetos próximos.
Proteja sua cabeça com as mãos para que não
bata no chão e se machuque. Vire a vítima imediatamente
de lado com auxílio de outras pessoas para evitar que
sufoque com as secreções da boca. Depois de
recuperar a consciência, leve-o ao serviço médico
para tratamento e medicação correta.
CHOQUES
ELÉTRICOS - Se vir alguém recebendo
uma grande descarga de energia, desligue imediatamente o circuito.
Não toque no acidentado até que o condutor tenha
sido desligado ou removido;
Se não puder desligar a corrente elétrica, só
toque no acidentado se estiver usando luvas de proteção.
FERIMENTOS:
Conceito - É o rompimento da pele, podendo
atingir camadas mais profundas do organismo, órgãos,
vasos sangüíneos e outras áreas. Pode ser
provocado por vários fatores, dentre eles: faca, arma
de fogo, objetos perfuro-cortantes, arames, pregos e pedaços
de metais, etc.
Os ferimentos leves devem ser lavados com água corrente
e sabão. Para retirar lascas de madeira, vidro ou pedaços
de metal da pele use apenas água. Evite tocar com os
dedos, lenços ou materiais que não estejam limpos.
No caso de grandes sangramentos, o correto é colocar
uma camada grossa de gaze ou pano limpo sobre o machucado
apertando com força por alguns minutos até estancar
o sangramento.
Quanto o sangramento parar, coloque uma atadura sem apertar
muito. Depois procure um médico ou leve a pessoa para
o hospital.
EM
FERIMENTOS POR OBJETO ENCRAVADO:
Não retire objetos encravados, (madeira, ferro, arame,
vidros, galho, etc.). A retirada pode provocar lesões
nos órgãos e graves hemorragias, pois libera
o ponto de pressão que está fazendo. Proteja
a área com pano limpo, sem retirar o objeto, fixando-o
para evitar movimento durante o transporte. Aguarde a chegada
do socorro e fique ao lado da vítima e conforte-a.
EM
EVISCERAÇÕES ABDOMINAIS:
Não recoloque as vísceras para dentro da cavidade
abdominal, COLOQUE UM PLÁSTICO ESTÉRIL OU FILME
DE PVC LIMPO SOBRE AS VÍSCERAS PARA PROTEGER O LOCAL.
O
QUE SÃO ANIMAIS PEÇONHENTOS - Animais
peçonhentos são aqueles que possuem glândulas
de veneno que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões,
ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Portanto,
peçonhentos são os animais que injetam veneno
com facilidade e de maneira ativa. Ex. serpentes, aranhas,
escorpiões, lacrais, abelhas, vespas e marimbondos.
MORDIDA
DE ANIMAIS PEÇONHENTOS: O QUE FAZER?
Não
permita que a vítima faça movimentos desnecessários,
muitos menos que caminhe, principalmente se o acidente for
no membro inferior, que deve ser imobilizado;
Mantenha
a calma;
Não
faça torniquetes nem cortes no local da picada;
Lave
o local com água corrente;
Retire
o ferrão (no caso de abelhas), sem usar pinças;
Não
dê bebidas alcoólicas à vítima;
Resfriar
o local com gelo;
Sempre
que possível, capture o animal para identificação;
Não
pegue o animal agressor com a mão;
Não
coloque borra de café, angu ou outra substância
qualquer no local;
Procure
assistência médica no caso de muitas picadas
ou reações alérgicas;
Crianças
devem ser submetidas à avaliação de um
médico;
Consulte
os Centros de Controle de Intoxicações.
COBRAS:
Imobilize
o membro atingido;
Não
faça garrote ou torniquete;
Não
esprema o local, não faça cortes;
Procure
assistência médica.
PREVENÇÃO
DE ANIMAIS PEÇONHENTOS:
Sacuda
e examine os calçados e roupas antes de usar;
Mantenha
devidamente aparado o gramado e evite ou remova folhagens
densas;
Mantenha
limpos os locais próximos a residências e evite
acúmulo de lixo, entulhos ou materiais de construção;
Não
coloque mãos ou pés em buracos, cupinzeiros,
montes de pedra ou lenha;
Use sempre
calçados e luvas nas atividades rurais;
Use telas
e vedantes em portas e janelas;
Crie
aves domésticas (predadores naturais) em zonas rurais;
Evite
contato com lagartas, olhando atentamente para as folhas ou
troncos das árvores.
TRANSPORTE
DE VÍTIMAS:
Se houver
suspeita de fraturas no pescoço e nas costas, evite
mover a pessoa;
Para
puxá-la para um local mais seguro, mova-a de costas,
no sentido do comprimento com o auxílio de um casaco
ou cobertor;
Para
erguê-la, você e mais duas ou três pessoas
devem apoiar todo o corpo e colocá-la numa tábua
ou maca. Se precisar, improvise com pedaços de madeira,
amarrando cobertores ou paletós;
Apóie
sempre a cabeça, impedindo-a de cair para trás.
BIBLIOGRAFIA
Departamento
Nacional de Estrada Rodoviária - DNER
Guia de Vigilância Epidemiológica.
Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul.
Centro de Controle de Intoxicações - UFF e Universidade
de Campinas - S.P.
Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por
Animais Peçonhentos - 1998
Fundação Nacional de Saúde - Ministério
da Saúde.
Manual de Primeiros Socorros - Cruz Vermelha .
Livro de Primeiros Socorros - 2ª Edição
- Stephen N. Rosemberg, M.D. - Johnson e Johnson Editora Record.
Intervenção em Urgências - Apostila -
Claudinei Ferreira da Silva - 2004.
Apostila - ESTÁGIO DE SOCORROS DE URGÊNCIA -
Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal Companhia de
Emergência Médica.
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